domingo, 31 de outubro de 2010

Eu jogo os dados para o lado

Eu jogo os dados para o lado:

não vou lidar com jogos de interesses,

viro a noite do avesso

e não há nenhum tropeço que me 

faça perder o tino.

Não há uma decisão,

mas apenas uma vontade tácita

de um novo começo:

começo a incorporar

um discurso todo meu

que me persegue desde a maturação

da ideia prosaica de dizer

o medo.

Eu não posso controlar destinos,

mas posso prevê-los:

ainda não sei se sou anjo

ou poeta.

Liberta, liberta.
Por Janaina Brum

Jana é uma poeta talentosíssima! Ela mantém um blog na net: Entre a loucura e a arte (aqui). Como vamos comentar a respeito de blogs no marcador "Blogs legais", por enquanto, vale o suspense, hehe!


Bj!!! Augusto e Tê!

Manequim de vitrine

Imagem: Olhares (aqui)

Passeio vagarosamente o olhar pelo meu próprio avesso. Nada de novo: frustrações, desejos (in)contidos, expectativas. Obscenamente bem-comportada, disfarço e percorro as mãos pelo meu corpo nu. Esqueço a mente; sou toda corpo. Mas corpo entediado, sem vida, sem ai(s) nem aí (aí). 

Por Teresinha Brandão

Bjs misssss!

sábado, 30 de outubro de 2010

Sobre políticos e palhaços


Imagem: Frases Ilustradas (aqui).

"Um tolo sempre acha um mais tolo para admirá-lo"

Nicolas Boileau (1636-1711) foi um crítico e poeta francês.

Votos registrados, nas eleições de 2010, para o candidato a deputado Tiririca _ palhaço e intérprete da famosa música Fiorentina de Jesus: um milhão, trezentos e cinquenta mil, quatrocentos e trinta e oito.

É... E, com tantos votos, mais três candidatos do mesmo partido também se beneficiaram nesse processo eleitoral.

Eu acrescento, a título de comparação, o dizer de Chaplin:

"Eu continuo a ser uma coisa só, apenas uma coisa _ um palhaço, o que me coloca em nível bem mais alto que o de qualquer político."


Imagem: Cartaz do filme O circo, de/com Chaplin (aqui)

Charlie Chaplin, a quem muitíssimo admiro, nasceu na Inglaterra. Além de "palhaço", como ele mesmo afirmou, foi cineasta, ator, roteirista, músico compositor, diretor de cinema, respeitadíssimo por sua obra, e tido como o maior gênio da cinematografia. 


Por questões políticas, como defender os judeus no período nazista e ser um verdadeiro humanista e humanitarista ao retratar nas telas de cinema os "vagabundos" _ os indivíduos das classes mais pobres da época em que viveu _, foi expulso dos EUA sob a acusação de comunista. Foi ainda na sociedade estadunidense onde produziu a maior parte de seus filmes e músicas. Depois de ter sido agraciado com o Oscar, também nos EUA, morreu no exílio, na Suécia. Enquanto esteve exilado,  constituiu família, foi pai amoroso e viveu com o grande amor de sua vida, Ooana (1889-1977).

Retomando a comparação, gostaria de frisar que não sou "contra" a profissão de palhaço ou "contra" os analfabetos, apenas alerto para o fato de que, para ser palhaço ou exercer qualquer outra atividade profissional, são necessários um mínimo de genialidade (sem necessariamente ser alfabetizado) e respeito aos seus semelhantes, neste caso, os eleitores.

Em tempos de eleições, é sempre bom lembrar, concordam? Grande bj! Tê!

Tear: uma casa portuguesa, com certeza!


Como filha de português, cresci ao som da doce canção Alecrim... Minha avó cantava, minha tia Zezinha... Quando fui a Portugal pela primeira vez, havia um anúncio publicitário com essa música... Adorava!

Adriana Cacanhotto interpreta a canção, mas preferi a composição do vídeo acima, do CD infantil Tempo de Brincar, com participações especiais de Pena Branca, Coral Infantil de Votorantim e Coral Apae de Votorantim. Das 14 faixas, 13 são assinadas e produzidas por Valter, e pelo maestro Cadmo Fausto. A releitura acima, de Alecrim, revela a encantadora voz de Nilcéia Récio.

Saudade da minha infância...! Hoje, acendi um incenso de alecrim para sentir o cheirinho gostoso dessa planta...! Dizem que esse incenso energiza o ambiente conferindo proteção espiritual e alegria a quem está nele... Uma delícia! E o que dizer do chá? No pátio da minha casa há um lugar, um canteirinho para ela.

Imagem: aqui.

Alecrim

Alecrim, Alecrim dourado
Que nasceu no campo
Sem ser semeado
Alecrim, Alecrim dourado
Que nasceu no campo
Sem ser semeado
Foi meu amor
Que me disse assim
Que a flor do campo é o alecrim
Foi meu amor
Que me disse assim
Que a flor do campo é o alecrim
Alecrim, Alecrim dourado
Que nasceu no campo
Sem ser semeado
Alecrim,
Alecrim dourado
Que nasceu no campo
Sem ser semeado


Lendas e episódios relativos ao alecrim

A primeira lenda reza que, quando Maria e José fugiam com o Menino Jesus a caminho do Egipto, as flores que havia à beira do caminho iam-se abrindo à sua passagem, para os saudar. O lilás, orgulhoso da sua beleza e perfume, erguia-se bem alto. O lírio, mais modesto de porte, mas de igual beleza, abria os cálices, contribuindo, assim, para amenizar a jornada dos caminhantes. O alecrim, sem flores nem beleza, entristeceu, por não ter nada que pudesse oferecer ao Menino. Depois de percorrer um longo caminho, Maria, cansada, resolveu parar junto a um rio. O Menino adormeceu, e Maria aproveitou para lavar as suas roupinhas. Em seguida, procurou um lugar para estendê-las. Os lilases eram muito altos, os lírios muito frágeis… Foi então que reparou no modesto alecrim, que crescia a seus pés, e nele colocou as roupinhas. O alecrim suspirou de alegria por, finalmente, poder ser útil ao Menino. E, enquanto susteve as roupinhas, redobrou de esforços para ativar o seu perfume e com ele as impregnar. Quando Maria as foi apanhar disse: “Obrigada, gentil alecrim*!Daqui por diante cobrir-te-ás de flores azuis, da cor do manto que estou usando. E, em sinal de agradecimento, não apenas as flores, mas também os raminhos que sustentaram as roupas de Jesus, passarão a ser perfumadas. Abençoo as folhas, o caule e as flores, que, a partir de agora, terão aroma de santidade e espalharão alegria”. É por isso, diz-se, que o alecrim é, todo ele, perfumado, e não apenas as suas flores.


Imagem: Mme. de Sauvigné (cliquem aqui para saber mais)

O alecrim _ Rosmarinos officinalis, planta nativa da região mediterrânea _ foi muito apreciado na Idade Média e no Renascimento, fazendo parte de várias fórmulas, inclusive a "Água da Rainha da Hungria", famosa solução rejuvenescedora. Conta-se  um episódio envolvendo Elizabeth da Hungria, que recebeu, aos 72 anos, a receita de um anjo (um monge?) quando estava paralítica e sofria de gota. Com o uso do preparado, recobrou a saúde, a beleza e a alegria. O rei da Polônia chegou a pedi-la em casamento! Madame de Sévigné recomendava água de alecrim contra a tristeza, para recuperar a alegria.

Minha avó paterna dizia que, ao passarmos perto de ramos de alecrim, deveríamos dizer: "Grata, gentil alecrim!", em tom respeitoso. Saudade também da minha avó Conceição...! Boas lembranças da infância!

 Bj carinhoso! Tê!

Provocar pessoas inteligentes pode ser perigoso (1)

Imagem: aqui

Certa vez Einstein recebeu uma carta da miss New Orleans onde dizia a ele:

"- Prof. Einstein, gostaria de ter um filho com o senhor... A minha justificativa se baseia no fato de que eu, como modelo de beleza, teria um filho com o senhor e, certamente, o garoto teria a minha beleza e a sua inteligência."

Einstein respondeu:

"- Querida Miss New Orleans, o meu receio é que o nosso filho tenha a sua inteligência e a minha beleza."

 Tsi...! Bjs nossos! 

Micronarrativas: uma introdução

Imagem: Esculturas microscópicas, trabalho realizado por Willard Wigan. As esculturas, tão pequenas, são expostas em pregos, parte de agulhas, enfim, objetos minúsculos. Vale a pena conferir o site do artista (aqui).

Não é de hoje que muitos teóricos da literatura insistem em mostrar  _ e com absoluta razão! _ o quanto é difícil e infrutífera a tentativa de se classificarem e se definirem certos gêneros do discurso, como a poesia e o conto. Mais arriscado parece ser o caso das micronarrativas, que muitos (equivocadamente?) denominam minicontos.

Ainda assim parece interessantes algumas considerações acerca das micronarrativas, gênero caracterizado pela concisão brevidade, estruturado numa linguagem densa – contida, com muita economia de palavras –, coesa e intensa. A dimensão de tais contos é, portanto, compreendida pela sua profundidade temática


Nesse gênero textual, podemos observar os seguintes elementos: personagem(ns), que, numa sucessão de ações interligadas (explícita ou implicitamente), desencadeiam um conflitonuma narrativa que contém em si uma história aparente (ocultação) e uma explícita(revelação)*. É como se o conto manifestasse duas histórias: a visível e a secreta. Isso se evidencia nos textos abaixo, nos quais a intensidade se faz notar naquilo que não é dito. A tensão é, portanto, fundamental. O efeito da narrativa não se manifesta pela extensão, mas pela intensidade, pela elipse, pelo corte, o não-escrito. O foco narrativo geralmente é marcado pela 1ª ou 3ª pessoas do singular, ora com o emprego do discurso direto, ora, indireto.

Como exemplos, os microcontos seguintes.

Dalton Trevisan: “Não fale, amor. Cada palavra, um beijo a menos”.

Ou o do Fernando Bonassi, intitulado : “Se eu soubesse o que procuro com esse controle remoto...”.

Ou ainda, o de Millôr, cujo título _ Emocionante relato do encontro de Teodoro Ramirez, comandante de um navio misto, de carga, passageiros e pesca, do Caribe, no momento em que descobriu que a bela turista inglesa era, na verdade, uma perigosa terrorista cubana, que tentava penetrar num porto do sul da Flórida para dinamitar a alfândega local, e procurou forçá-la a favores sexuais _ é muito mais extenso do que o próprio conto, este composto de uma linha apenas: “ _ Capitão, tem que me estuprar em 1/2 minuto; às 8, seu navio explode”.


Hemingway, por sua vez, escreveu uma história com seis palavras e chamou-lhe o seu melhor trabalho de sempre: "Vendem-se: sapatos de bebê, nunca usados".

Sugiro também acessarem a página de Samir Mesquita, outro escritor que aprecia os microtextos e mantém um site na internet com dois livros nela publicados (aqui).

E vocês, acham difícil escrever assim? Que tal arriscarem...? Há espaço nos comentários...!

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Considerações sobre a leitura literária

Imagem: Frederick the Literate, de Charles Wysocki (Detroit-Estados Unidos 1928-2002) Los Angeles-Estados Unidos), em 1992


"Belo Horizonte, 16 de dezembro de 2009


Hoje, me vi pensando como seria viver em um país de leitores literários. Pode ser apenas um sonho, mas estaríamos em um lugar em que a tolerância seria melhor exercida. Praticar a tolerância é abrigar, com respeito, as divergências, atitude só viável quando estamos em liberdade. Desconfio que, com tolerância, conviver com as diferenças torna-se encantamento. A escrita literária se configura quando o escritor rompe com o cotidiano da linguagem e deixa vir à tona toda sua diferença – e sem preconceitos. São antigas as questões que nos afligem: é o medo da morte, do abandono, da perda, do desencontro, da solidão, desejo de amar e ser amado. E, nas pausas estabelecidas entre essas nossas faltas, carregamos grande vocação para a felicidade. O texto literário não nasce desacompanhado destes incômodos que suportamos vida afora. Mas temos o desejo de tratá-los com a elegância que a dignidade da consciência nos confere.

A leitura literária, a mim me parece, promove em nós um desejo delicado de ver democratizada a razão. Passamos a escutar e compreender que o singular de cada um – homens e mulheres – é que determina sua forma de relação. Todo sujeito guarda bem dentro de si um outro mundo possível. Pela leitura literária esse anseio ganha corpo. É com esse universo secreto que a palavra literária quer travar a sua conversa. O texto literário nos chega sempre vestido de novas vestes para inaugurar este diálogo, e, ainda que sobre truncadas escolhas, também com muitas aberturas para diversas reflexões. E tudo a literatura realiza, de maneira intransferível, e segundo a experiência pessoal de cada leitor. Isso se faz, claro, quando, diante de um texto, nos confidenciamos: 'ele falou antes de mim', ou 'ele adivinhou o que eu queria dizer'.

O texto literário não ignora a metáfora. Reconhece sua força e possibilidade de acolher as diferenças. As metáforas tanto velam o que o autor tem a dizer como revelam os leitores diante de si mesmo. Duas faces tem, pois, a palavra literária e são elas que permitem ao leitor uma escolha. No texto literário,  autor e leitor se somam e uma terceira obra, que jamais será editada, se manifesta. A literatura, por dar a voz ao leitor, concorre para a sua autonomia. Outorga-lhe o direito de escolher o seu próprio destino. Por ser assim, a leitura literária cria uma relação de delicadeza entre homens e mulheres. 

Uma sociedade delicada luta pela igualdade dos direitos, repudia as injustiças, despreza os privilégios, rejeita a corrupção, confirma a liberdade como um direito que nascemos com ele. Para tanto, a literatura propõe novos discernimentos, opções mais críticas, alternativas criativas e confia no nosso poder de reinvenção. Pela leitura conferimos que a criatividade é inerente a todos nós. Pela leitura literária nos descobrimos capazes também de sonhar com outras realidades. Daí, compreender, com lucidez, que a metáfora, tão recorrente nos textos literários, é também uma figura política.

Quando pensamos em um Brasil Literário é por reconhecer o poder da literatura e sua função sensibilizadora e alteradora. Mas é preciso tomar cuidados. Numa sociedade consumista e sedutora, muitos são leitores para consumo externo. Leem para garantir o poder, fazem da leitura um objeto de sedução. É preciso pensar o Brasil Literário com aquele leitor capaz de abrir-se para que a palavra literária se torne encarnada e que passe primeiro pelo consumo interno para, só depois, tornar-se ação.

O Brasil Literário pode, em princípio, parecer uma utopia, mas por que não buscar realizá-la?

Com meu abraço, sempre,

Bartolomeu Campos de Queirós"

A carta acima _ belíssima! _ me fez refletir uma vez mais não apenas sobre leitura, mas também _ e principalmente _ sobre a leitura de textos literários: como é víavel, no atual contexto brasileiro, pensar-se num projeto de uma educação voltada para essa leitura? E ainda: qual o papel dos contadores de histórias ou dos criadores de projetos de leitura nas escolas, bem como além de seus muros?

Essa carta foi escrita após a realização da FLIP/2009 , quando várias pessoas e instituições privadas e públicas, lideradas por Bartolomeu Queirós, criaram um Manifesto para um Brasil Literário. Leiam, assinem, divulguem-no clicando aqui.O vídeo com o Manifesto, na voz do próprio Queirós, pode ser acessado aqui.

Uma utopia, como diz Queirós? Quem sabe...? Pensem nisso! Bj, Tê!

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

As bordadeiras de Santiago: tecidos que contam histórias

Se tanto quanto nós as palavras e os textos têm sua história, essa história pode ser contada de boca em boca, narrada em livros, ou ainda, como fazem as tecelãs de Santiago do Chile, que as bordam em suas lindas arpilleras...

As bordadeiras de Santiago

Por Eduardo Galeano


As crianças, que dormem três na mesma cama, estendem seus braços na direção de uma vaca voadora. Papai Noel traz um saco de pão, e não de brinquedos. Aos pés de uma árvore, mendiga uma mulher. Debaixo do sol vermelho, um esqueleto conduz um caminhão de lixo. Pelos caminhos sem fim, andam homens sem rosto. Um olho imenso vigia. No centro do silêncio e do medo, fumega um caldeirão popular.

O Chile é este mundo de trapos coloridos sobre um fundo de sacos de farinhas. Com sobras de lã e velhos farrapos bordam as bordadeiras, mulheres dos subúrbios miseráveis de Santiago. Bordam arpilleras, que são vendidas nas igrejas. Que exista quem as compre é coisa inacreditável. Elas se assombram:


Nós bordamos nossos problemas, e nossos problemas são feios.


Primeiro foram as mulheres dos presos. Depois, muitas outras se puseram a bordar. Por dinheiro, que ajuda a remediar; mas não só pelo dinheiro. Bordando arpilleras as mulheres se juntam, interrompem a solidão e a tristeza e por umas horas quebram a rotina da obediência ao marido, ao pai, ao filho macho e ao General Pinochet...


(Galeano, Eduardo. Mulheres.Porto Alegre: L & PM, 1997, p. 156.Grifos do autor). 


Outras imagens de arpilleras podem ser vistas no Flickr. Cliquem aqui.

Dando asas às nossas vozes...


Boa tarde!

Estamos reabrindo o blog Tear de Sentidos, fruto de uma bela amizade e companheirismo, resultado de trocas de ideias e sentimentos partilhados há algum tempo entre a Janaina Brum (Jana ou Janinha, rsrs!), o querido amigo Augusto Radde e mim.

No Tear de sentidos abordamos temas relativos à arte.Também propomos neste espaço reflexões sobre a(s) linguagem(s) e seus sentidos. É ainda um espaço de publicação dos textos gentilmente cedidos por colaboradores/ras. E, é claro, o Tear é um canto aconchegante para "rabiscarmos" escritos, exercícios literários, é nosso (e seu) "laboratório" de produção textual. Haverá posts que se repetem, desde a 1ª publicação do Tear de Sentidos (2009); outros, modificados, e ainda, outros, acrescentados.

A metáfora da imagem é clara: deixaremos aberta a janelas do blog como a insinuar um convite para virem suas mãos repousar no parapeito e assim enriquecer a criação do Tear de Sentidos. Dessa forma, vocês podem tornar-se dele partícipes, cúmplices e co-autores, seja por meio da colaboração nas postagens, seja nas discussões e nos comentários. Em outras palavras: formarem uma rede de mãos tecelãs de sentidos...

É nosso desejo, portanto, que o blog atenda a esses objetivos iniciais. Como todo trabalho humano é passível de erros e, de outro modo, sujeito a acertos, quaisquer sugestões e críticas serão bem-vindas.

Gratas pela visita!
Um abraço carinhoso,
Jana, Augusto e Tê!

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Índice do Tear de Sentidos

Cliquem no título para ler a postagem.


OUTUBRO/ 2010
Manequim de vitrine (rabiscos da Tê; microtexto)
Eu jogo os dados para os lados (escritos da Jana; poesia)


NOVEMBRO/ 2010

Amor à Nelson Rodrigues (escrevinhações da Tê; microtexto)
A gestação das rosas (Escrevinhações da Tê; poesia)
O que fazer com as mãos no feriado...?! (fotografia de Picasso, por Robert Doisneau)
Eis uma ideia de gênio para o feriado! (cinema, vídeo, Charlie Chaplin)
Ainda sobre mãos e feriado...eh, eh! (vídeo, música, humor)
"A poesia é a infância da língua" (poesia, Manoel de Barros)
A arte de relaxar (microtexto, Voltaire de Souza)
Mamãe querida (microtexto, Iarima Redü)
Ser mãe é padecer no paraíso? (crônica, Margarete Brandão Caliman)
Escritos (microtextos, Janaina Brum)
Micro-histórias luso-africanas (microtextos, diversos autores)
Provocar pessoas inteligentes pode ser perigoso... (2) (Osho; humor)
Diálogo clitoriano (humor)
As imagens oníricas de Cecolli (imagens, Nicoletta Cecolli)
O universo fantástico das meninas italianas  (imagens, Nicoletta Ceccoli)
Mistérios do mar (microtexto, Teresinha Brandão)
Nelson Rodrigues, por Ruy Castro (opinião de leitura, Ruy castro)
E a vida como é? (conto, Nelson Rodrigues)
O besteirol na televisão: TV Pirata (vídeo, besteirol)


DEZEMBRO/ 2010


Rabindranath Tagore: o poeta do amor (opiniões de leitura, dados biográficos)
Presente de amante (trecho de conto, Rabindranath Tagore)
História de calcinhas e calçolas (vídeo animação)
Ela adora ler! (imagens, "rapidinhas")
Te quiero Benedetti! Te quiero Nacha! (música, poesia, Nacha Guevara, Mario Benedetti)
Breve cena de uma criança entediada (educação, consumismo)
Escrever cartinhas ao Papai Noel está "fora de moda"???!!! (educação, consumismo)
"Seja diferente: seja igual" (fotos que falam, Moacyr Scliar)
Hum... O mito da criação de Adão e Eva nos tempos da Web...! (vídeo)
Natal e Freud, rsrs! (microtexto, Voltaire de souza)
The sounds of the silence (vídeo, música: Simon & Garfunkel; letra: Simon; interpretação: Gregorian Chants)
Para que servem as paredes? (escrevinhações da Tê, microtexto)
Ninguém segura essas mulheres: transgressão, arte e vida (biografia, Frida Kahlo,  Maria Teresa Horta, Anaïs Nin, Lou Andreas-Salomé, Isadora Duncan)
A liberdade, por Clarice Lispector (citação, Isadora Duncan, Clarice Lispector)
Palavras de Lou (citação, Lou Salomé)
Frida Kahlo: a dor que voa (citação, Frida Kahlo)
Anaïs Nin: uma Vênus com asas (citação, Anaïs Nin)
As mulheres de Catherine Abel (pintura, Catherine Abel)
Catherine Abel: elegância e ousadia à moda vintage (pintura, Catherine Abel)


JANEIRO/ 2011


Kitaro e o Dia Mundial da Paz (música, vídeo, Kitaro)
O aconchego e a paz dos animais (fotografia, Peter Byrne)
Segredo (Maria Teresa Horta, poesia, eros)
De entranhas, conchas e (a)mares (escrevinhações da Tê, poesia, eros, Teresinha Brandão)
Uma tentativa de compreensão do termo "literatura erótica" (verbete de dicionário literário, Carlos Ceia)
Saramago, o twitter  e a web (declaração de Saramago, literatura na web)
Literatura na web e as micronarrativas (literatura na web, FLIP)
Palindromerando nas ruas de Satolep (Literatura; palíndromos; vídeo; Vítor Ramil; Eduardo Amaro da Silveira)
Palíndromos, anagramas... ou simplesmente Hannah (escrevinhações da Tê, poesia, palíndromos)
Palhaço, de Gismonti (música, vídeo, Egberto Gismonti)
O palíndromo do Caê: Irene (música, vídeo, Caetano Veloso, palíndromos)
A sensibilidade poético-visual do erotismo ( poesia, Czeslaw Milosz)
Os múltiplos sentidos dos corpos (ou a estética que fala; fotografia; Hans Sylvester)
Hans Sylvester (fotografia, vídeo; Hans Sylvester)
O estranho e sensível "Betty Blue" (cinema, música, vídeo)
Por que a Betty é azul...? (cinema; poema; Mario Benedetti)


FEVEREIRO / 2011


Leila Diniz e os "donos" (?!) do mar (biografia; Leila Diniz; música)
Yemanjá na voz de Marisa Monte (vídeo, música, Marisa Monte)
O mar de Dori Caymmi (vídeo, música, Dorival Caymmi)
Clara Nunes: porta-voz dos orixás e do mar (vídeo, música, Clara Nunes)
Das mulheres e dos homens: (des)amor e (des)sexualidade) (opinião de leitura; À primeira vez à brasileira, de Heloneida Studart e Wilson Cunha)
Rainer Maria Rilke: ainda das mulheres e dos homens (carta; Rainer Maria Rilke)
Pedofilia em três atos (microtextos; escrevinhações da Tê)
Isadora Duncan: vida, arte e mar (biografia; Isadora Duncan)


MARÇO / 2011

O humanismo de Chaplin em O Grande Ditador (cinema; Charlie Chaplin)
O último post e o último discurso (cinema; Charlie Chaplin)
Te quiero Benedetti! Te quiero Nacha (vídeo, música, Mario Benedetti)

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Jana, Augusto e Tê!