sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Rabindranath Tagore: o poeta do amor

Imagem: Rabindranath Tagore, por Elizabeth Brunner (aqui)

A primeira vez que ouvi falar do místico, poeta, músico e pintor indiano Rabindranath Tagore foi em 1986, ao ler O Correio (Unesco), em edição comemorativa ao 40º aniversário, jul/ago, da revista. Havia uma foto de um homem com longa barba, cercado de crianças em uma escola "aberta" no meio de um campo, uma das muitas escolas que fundou para alfabetizar os camponeses e seus filhos, na Índia. Transcrevo, num outro post passagens desse texto escrito por Satyajit Ray, cineasta responsável por, a pedido do governo da Índia naquela ocasião, produzir um documentário a fim de comemorar o centenário de nascimento de Tagore. 

Essa impressão inicial me revelou um Tagore engajado política e socialmente, mas ainda não conhecia seus lindos poemas - os místicos e os de amor, sendo os últimos os que mais me agradam. Neles, há uma mistura de um amor profundo, dotado de forte admiração e respeito à sua amada. A par disso, a paixão que se manifesta na sua poesia amorosa é bastante singular: não se trata de um amor urgente e movido pelos impulsos, pela pulsão sexual incontrolável;  antes, marcado  por um erotismo espontâneo, suave, delicado, sensível... enfim, tocante! 

Muitos são os poetas designados "Poeta do Amor". Tagore é um deles. Simples assim. Também cantou em versos o amor de Xah-Jahan e seu "refúgio de amor", Taj Mahal, atualíssima na voz de Jorge Benjor. Se quiserem conhecer um pouco das impressões a que me refiro, leiam o post seguinte com um trecho da sua obra em prosa. Bjs e um excelente final de semana! Augusto, Jana e Tê!

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