sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Palíndromos, anagramas, ... ou simplesmente Hannah

Dedico à querida Aracy Ernst, para quem fiz especialmente este poema.

Hannah*,

ar de luz azul:

lilás ou anil?

Entre lilases, lilás és.

Ávida de vida,

ávida, dá vida!

Aviva, ave viva:

sê viver!

Hannah,

ágil liga entre

o afã de rasar o mar e o amar.

Reviver? Revives:

... a mares ia ... maresia ...

entre mares e amares....

Se há mares, amar és:

sê mar ..., sê rama ....

Hannah,

raiar da aurora:

aroma de amora ou romã?

Íris rara a reter

os seres do além!

Aura áurea aérea

a orar um raro amém:

amem!

Hannah,

um radar a reger os seres

a reter no raro orar o viver,

revives ...

E a reviver o rir,

num raro orar,

Ravana a animar a ânima

...Nirvana...

Hannah!

Tua asa aviva,

aviva a vida,

acata e ataca

o avatar atávico.

Atávica,

aviva o avatar:

viverá!

Hannah!

Leva-me, amável Hannah,

ao azul anil!

luz azular,

luz azul no ar,

Leva-me lá no além!

Lá, não há ser vil

Nem servil:

só livres!

Por Teresinha Brandão

*Hannah: nome de origem hebraica, cujo significado remete a “favor ou graça”; ou ainda: “graça de Deus”.

Queria que os cinco sentidos estivessem presentes no poema:visão (lilases/lilás/íris/azul/anil/luz/azular);tato (liga/rasar);olfato (mares/maresia/mar/aroma); paladar (romã/amora); audição (radar/orar/ravana).

Inseri os quatro elementos fundamentais presentes na natureza: água; fogo; ar; terra, remetendo-os à espiritualidade. Quisera alcançássemos todos o ...! Não seria Pasárdaga...? Rsrsr! Por que não? Bjssss! Uma excelente sexta-feira! Tê!

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